terça-feira, 16 de julho de 2013

Cada Banco, Uma História - Casa Monteiro e Monteiro & Cia – Secos e Molhados.



Retirado do Jornal: “O Dourado”, Edição de 04/10/2007 (página 5).

Casa Monteiro e Monteiro & Cia – Secos e Molhados.



Cada Banco uma história, homenageia nesta edição, o imigrante português Carlos Monteiro Novo que se estabelecendo em Dourado foi mais um dos grandes homens que construíram nosso País.

Carlos Monteiro Novo, nascido em Barqueiros, Portugal, em 10 de agosto de 1900. Emigrou para o Brasil pelos idos de 1925, estabelecendo-se em São Paulo, Capital, encontrando-se com Dona Alzira Guedes de Oliveira, casando-se em 1928.

Após as dificuldades de todos os imigrantes, agravado por uma doença rara (câncer de baço), tendo sido submetido a uma cirurgia com sucesso no Hospital das Clínicas de São Paulo. Sendo a primeira realizada no Brasil.

Restabeleceu-se, vindo para o interior de São Paulo mostrando sua grande capacidade de trabalho, trabalhando na lavoura de café em Marília, Pedro Alexandrino e Trabiju onde nasceram os três filhos: Felix Monteiro Novo, Amélia Monteiro e Lydia Monteiro Novo.

Estabeleceu-se então em definitivo em Dourado a partir de 1933, tornando-se comerciante, abrindo um armazém de secos e molhados com muito sucesso na Rua Demétrio Calfat. Desse armazém pôde realizar o seu maior sonho, criando os filhos, ajudando as pessoas necessitadas, financiando até os pequenos agricultores que não tinham condição de pagar as colheitas mal sucedidas, ficando até em situação financeira difícil.

Apesar disso, o mais importante para ele era o seu amor pela família, filhos, genros, nora, netos e sua querida esposa Alzira e pela cidade à qual adotou, Dourado.

Morreu serenamente em julho de 1975, em sua casa, deixando muita saudade.





Praça São João Batista - Dourado, SP.




Mensagem do Blog:

O objetivo do blog, além de despertar no internauta o respeito ao patrimônio intelectual, também procura mostrar ao cidadão douradense que a cidade onde moramos não trata-se apenas do local onde se conquista o dinheiro e também não são apenas dormitórios para seus habitantes, mas o lugar onde vivem seres humanos que possuem memória e que constituem uma parte integrante da história.
A experiência vivida por cada douradense, publicada aqui neste blog, procuro observar que nenhuma foi em vão. Pois muito mais importante que o Patrimônio Material que um homem pode construir, este chegará ao fim, ao contrário, seu legado histórico e dignidade serão exemplos para toda a vida.

A História é a Vida de um povo que deve ser mantida na lembrança, passando de geração para geração, é ainda o valor e o respeito da Humanidade ter chegado até o momento presente, percorrido anos afim de evolução e superação. Este respeito, herança histórica, contribui para a educação e a valorização da juventude atual em zelar por este patrimônio cultural adquirido”. Assim diz o filósofo: “Um povo sem história, um povo sem memória”.

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